A mineração empobrece o Brasil (sem industrialização)

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João Carlos Loebens

As substâncias minerais são largamente empregadas nos mais diversos produtos industrializados. A atividade mineral poderia ter uma imagem muito positiva, mas a imagem, especialmente das grandes empresas mineradoras, está se tornando cada vez mais negativa.

Além disso, se olharmos para os períodos de extração/exploração do ouro no Brasil (Minas Gerais), e mesmo na América do Sul (Peru), caberia a pergunta: o que a exploração do ouro, por séculos, trouxe de benefícios e desenvolvimento?

Normalmente vemos na grande mídia a divulgação bombástica de vultosos lucros, que passam a constituir propriedade privada de meia dúzia de ricos acionistas/donos de concessão pública de lavra da mina, frequentemente residentes no exterior.  Verifica-se que, por um lado, as mineradoras acumulam montanhas de dólares em lucros ao mesmo tempo em que, por outro lado, também acumulam tragédias humanas e ambientais, cidades inchadas com precárias condições de vida, falta de saneamento, poluição da água, empobrecimento e até trabalho infantil, como verificado em regiões do Marabá, no Pará.

E ainda abrem filiais/subsidiárias em países considerados paraísos fisco-criminais (“paraísos fiscais” como a Suíça) para transferirem os lucros sem pagamento de imposto de renda e taxa de exploração mineral. A mineração brasileira gera PIB e riqueza na Suíça, e pobreza no Brasil. Se poderia dizer que é uma maneira “legal de roubar” do Brasil a riqueza decorrente da extração mineral. Que “legal”, né!

Como já comentado no artigo “A industrialização é mais pop que o agro”, é a industrialização que gera a maior quantidade de empregos, renda e riqueza, e é a industrialização que gera o maior valor adicionado (riqueza).

Além da industrialização ser mais pop que o agro, a industrialização também é bem mais pop que a exportação de matéria prima bruta/commodities, como minério de ferro ou petróleo cru.  


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